
Ismael Alves – O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro está satisfeito com o desempenho eleitoral obtido no primeiro turno e demonstrou confiança na disputa final. Segundo o parlamentar, o pai também deu sugestões para a reta final da campanha, mas ele preferiu não revelar o conteúdo das orientações.
A declaração foi feita após Flávio retomar as visitas ao ex-presidente, com quem estava sem se encontrar presencialmente havia cerca de três meses. O reencontro ocorre a 12 dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando o senador enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao falar sobre a conversa, Flávio destacou o estado de humor do pai e a avaliação dele sobre o trabalho eleitoral realizado até agora.
“Eu conversei com ele [Jair], tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele”, declarou.
No primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. Como nenhum dos dois ultrapassou a metade dos votos válidos, a definição da Presidência ficou para a segunda etapa da votação.
Visitas foram suspensas por decisão de Alexandre de Moraes
Flávio estava impedido de visitar o pai desde 13 de julho, quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão dos encontros por 90 dias. A decisão ocorreu depois que o senador publicou nas redes sociais uma carta escrita por Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente manifestava apoio à candidatura do filho.
Na ocasião, a carta pedia “empenho” em favor de Flávio na disputa presidencial. A suspensão das visitas foi encerrada após o cumprimento do prazo, e a retomada dos encontros foi autorizada por Moraes.
A autorização, no entanto, não retirou as restrições relacionadas ao período eleitoral. O ministro manteve a proibição de utilizar as visitas para qualquer “finalidade político-eleitoral”, assim como de divulgar manifestações ou declarações do ex-presidente.
Antes de reencontrar o pai, Flávio criticou a decisão que o manteve afastado durante o período e afirmou que aguardava com ansiedade a oportunidade de revê-lo.
“Estou ansioso, são mais de três meses sem poder vê-lo por uma decisão, obviamente, sem critério nenhum, sem nenhuma humanidade, nenhum amparo legal. Na minha avaliação, apenas com o intuito de tentar separar um líder político de quem está concorrendo à Presidência da República e separar o pai de um filho, o que eu acho que é o mais grave”, disse o candidato.
Leia também: TSE alega falha técnica e anuncia nova exibição de propaganda de Flávio Bolsonaro












