
Ismael Alves – O candidato à Presidência da República pelo partido Democrata, Wilson Grassi, defendeu a redução do número de ministérios e de cargos comissionados como parte de uma estratégia para cortar gastos públicos e viabilizar sua proposta de redução do Imposto de Renda. A declaração foi dada nesta segunda-feira (14), durante entrevista ao Panorama Político, programa apresentado pelo editor deste blog, Ismael Alves, na Rádio Líder FM (98,5 MHz).
Questionado sobre como pretende compensar a renúncia de receita provocada pela proposta de isentar do Imposto de Renda quem recebe até cerca de R$ 8 mil por mês, Grassi afirmou que seria necessário combinar redução de impostos com cortes de despesas e combate ao que considera desperdícios na administração pública.
“Tudo é interligado, né? Não tem só como a gente renunciar a imposto de um lado, se a gente não arrecada mais de outro ou se a gente não gasta menos”, afirmou.
Wilson Grassi critica número de ministérios do governo Lula
Entre as medidas que, segundo o candidato, poderiam reduzir as despesas está a diminuição do número de ministérios. Ao defender a proposta, Grassi fez uma comparação entre a estrutura do governo federal e os apóstolos de Jesus Cristo.
“Você vê, Jesus Cristo, que era Jesus Cristo, tinha 12 apóstolos, né? O Lula tem 39 ministros. Eu acho que ele exagerou um pouquinho nisso aí”, declarou.
Na avaliação de Grassi, a economia não viria apenas da redução no número de ministros, mas também das estruturas vinculadas a cada pasta.
“E não é só ministro, né? Cada ministro tem uma estrutura ministerial”, acrescentou.
O candidato também incluiu os cargos comissionados entre os pontos que pretende revisar. Segundo ele, existem milhares de funções dessa natureza no país que, em alguns casos, atenderiam mais a interesses políticos do que às necessidades da população.
“São milhares, dezenas de milhares de cargos comissionados no Brasil, que muitas vezes não estão trabalhando para o governo nem para o povo. Estão trabalhando para o padrinho”, afirmou.
Candidato também quer mudar critérios para emendas
Outro mecanismo citado por Wilson Grassi foi o das emendas parlamentares. Para o presidenciável, os recursos deveriam obedecer a critérios técnicos e ter maior transparência.
“As emendas parlamentares hoje não seguem critérios técnicos, né? Muitas vezes têm critérios políticos, muitas vezes são secretos, ninguém sabe para onde vai esse dinheiro”, disse.
A redução de despesas, segundo o candidato, seria necessária para sustentar sua proposta de diminuir a cobrança de Imposto de Renda sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
“Eu quero sim diminuir muito imposto de um lado, quero que ninguém pague imposto de renda até cerca de ganhar oito mil reais por mês, mas, por outro lado, a gente vai ter que cortar dinheiro desperdiçado de muitas outras áreas para poder viabilizar isso”, afirmou.
A proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até cerca de R$ 8 mil mensais está prevista no plano de governo de Grassi.
Segunda entrevista com presidenciável no Panorama Político
A participação de Wilson Grassi foi a segunda entrevista com um candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 realizada pelo Panorama Político.
A primeira foi com o médico psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, entrevistado anteriormente no programa.
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