
Ismael Alves – Durante participação no Panorama Político desta quinta-feira (4), apresentado pelo editor deste blog na Rádio Líder FM, a presidente do PL Mulher de Paulista e pré-candidata a deputada estadual, Cabo Aênia, defendeu a ampliação de benefícios sociais e criticou decisões recentes na Câmara dos deputados.
O posicionamento ocorreu ao comentar o Projeto de Lei 1182/2023, de autoria do deputado federal Clodoaldo Magalhães, que trata de conta de energia para abrigos LGBT e outras minorias sociais. O texto foi aprovado no fim de maio na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara Federal.
Inicialmente, a proposta previa desconto de 30% na tarifa. Com a relatoria da deputada Erika Hilton, o texto passou a garantir isenção total para abrigos LGBT.
Para Cabo Aênia, o benefício não deve ser restrito.
“Isso tem que ser para todos os abrigos que acolhem pessoas vulneráveis. Não pode ficar restrito”, afirmou.
A pré-candidata defendeu que todas as instituições que atendem diferentes públicos em situação de vulnerabilidade também sejam contempladas pela medida.
Na mesma entrevista, ao comentar a atuação de Erika Hilton, Cabo Aênia criticou o fato de a parlamentar trans presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Federal.
“Isso foi um absurdo. Um trans presidir uma comissão de mulher”, disse, acrescentando que a situação foi “uma afronta” para muitas mulheres.
Segundo ela, a presidência da comissão deveria ser ocupada por uma mulher, argumento que, em sua avaliação, está ligado à luta histórica por espaço na política.
“Não se trata de homofobia, se trata de direito. Há muitos anos as mulheres lutam para conquistar seu espaço”, declarou.
Cabo Aênia também mencionou a sub-representação feminina nos parlamentos como justificativa para sua posição, citando a baixa presença de mulheres tanto no Congresso Nacional quanto na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
“O espaço que nós conquistamos há muitos anos, que lutamos para ser, para ter e para nos posicionar na sociedade, ele está sendo invadido pelo próprio homem que se sente mulher. Isso não pode acontecer”, concluiu.
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