
Ismael Alves – Passados quase quatro anos do acirrado confronto eleitoral com Raquel Lyra pelo Governo de Pernambuco, Marília Arraes já deixou claro que chega às eleições de 2026, quando pretende disputar o Senado no palanque de João Campos, com o mesmo perfil das eleições anteriores. Bastou a Frente Popular confirmar seu nome como pré-candidata ao Senado, ao lado de Humberto Costa, para que Marília retomasse a postura provocativa que marcou os debates passados.
Discurso de “não negociação” contrasta com articulações recentes
O tom mais moderado adotado nos últimos dias durou apenas enquanto não havia definição política e enquanto mantinha conversas com a governadora Raquel Lyra sobre uma possível composição com o grupo governista. A própria Marília reconheceu publicamente esses diálogos, assim como Raquel, que chegou a afirmar que, neste momento, “todo mundo conversa”.
No entanto, sem avanço nas tratativas com o Palácio do Campo das Princesas, Marília Arraes passou a intensificar as críticas à governadora. Durante ato político de João Campos, na última sexta-feira (20), chegou a afirmar que “o chamado do povo não se negocia”.
Na prática, porém, o discurso contrasta com os movimentos da ex-deputada federal. Caso não estivesse disposta a negociar posições, Marília sequer teria participado de reunião com Raquel Lyra para tratar de cenários políticos.













