
Ismael Alves – O São João constrói memórias que o tempo nunca apaga. Muitas das lembranças desse período me remetem aos tempos de menino. As recordações de um período junino repleto de fogueiras por todas as calçadas continuam vivas. O cheiro da fumaça nas noites de fogueira e o ardor nos olhos eram características de um São João raiz, cada vez mais presente apenas no passado.
Uma das grandes atrações desse período em Chã Grande, na Mata Sul de Pernambuco, eram os buscapés do saudoso Sr. João Honório, cidadão ilustre que amava esse período do ano. Ele fabricava fogos, e a cidade inteira o conhecia pelo seu vínculo com a cultura junina.
Nas noites de buscapé, a Rua Justino Gomes era tomada por aventureiros de todas as idades que desafiavam a velocidade dos fogos, que passavam deixando uma cortina de faíscas que dourava a penumbra da noite — em um tempo em que a simplicidade iluminava mais que as luzes dos postes. Eu era apenas expectador. Acompanhava tudo de longe, mas era contagiado pela mesma magia.
Meninos e homens encaravam o frenesi dos fogos, arrancando sorrisos da plateia que assistia tudo ao redor das calçadas, vez ou outra tendo que correr dos buscapés.
A vida era mais simples, e a cultura, mais forte. E quem viveu aquela época sabia que era muito feliz — e aproveitou sem moderação.

Ismael Alves – O São João constrói memórias que o tempo nunca apaga. Muitas das lembranças desse período me remetem aos tempos de menino. As recordações de um período junino repleto de fogueiras por todas as calçadas continuam vivas. O cheiro da fumaça nas noites de fogueira e o ardor nos olhos eram características de um São João raiz, cada vez mais presente apenas no passado.
Uma das grandes atrações desse período em Chã Grande, na Mata Sul de Pernambuco, eram os buscapés do saudoso Sr. João Honório, cidadão ilustre que amava esse período do ano. Ele fabricava fogos, e a cidade inteira o conhecia pelo seu vínculo com a cultura junina.
Nas noites de buscapé, a Rua Justino Gomes era tomada por aventureiros de todas as idades que desafiavam a velocidade dos fogos, que passavam deixando uma cortina de faíscas que dourava a penumbra da noite — em um tempo em que a simplicidade iluminava mais que as luzes dos postes. Eu era apenas expectador. Acompanhava tudo de longe, mas era contagiado pela mesma magia.
Meninos e homens encaravam o frenesi dos fogos, arrancando sorrisos da plateia que assistia tudo ao redor das calçadas, vez ou outra tendo que correr dos buscapés.
A vida era mais simples, e a cultura, mais forte. E quem viveu aquela época sabia que era muito feliz — e aproveitou sem moderação.












