
Ismael Alves – Há quatro anos, João Campos (PSB) e Marilia Arraes (SD) protagonizavam uma das disputas mais acaloradas de Pernambuco. A briga pelo comando da prefeitura do Recife, decidida no segundo das eleições 2020 com a vitória de João sobre Marília, havia exposto uma série de troca de acusações e críticas entre os primos, adversários ferrenhos.
Passados quatro anos, João e Marília novamente estão na briga pelo poder na capital pernambucana, mas agora militam juntos. João, candidato à reeleição, agora conta com Marília como uma cabo eleitoral na busca pela permanência na prefeitura. Neste novo capítulo que reescrevem, decidiram deixar no passado as trocas de farpas que muitas vezes causavam vergonha alheia em quem assistia os debates na intenção de saber quem defendia as melhores propostas.
Hoje, na Convenção do PSB, em Recife, Marília ergueu o braço de João como quem tem a convicção de que ali está mesmo a pessoa mais preparada para continuar administrando o Recife. A união dos divergentes é um fator absolutamente comum no meio político, considerando que na maioria das vezes – não todas – os interesses obtusos e de conveniências próprias são postos acima de qualquer outra coisa. Mas é inegável que tais circunstâncias, assim como o mais novo capítulo da história de João e Marília, dão margem o suficiente para serem interpretadas como um verdadeiro teatro das tesouras.









