
Ismael Alves – O advogado Almir Reis voltou a criticar duramente o comando da OAB-PE durante entrevista concedida ao radialista Jota Silva, na manhã dessa quinta-feira (11) na Rádio Gravatá FM (92,3 Mhz). Reis, que ao lado da advogada Fernanda Resende, então candidata à vice, disputou a presidência estadual da instituição em novembro de 2021, tendo recebido 49,2% dos votos válidos contra 50,8% da chapa Ingrid Zanella e Fernando Ribeiro, atual presidente, pontuou uma série de insatisfações e possíveis irregularidades praticadas pela atual gestão.
A eleição acirrada que contabilizou 14.557 votos válidos, sendo decidida por uma margem de apenas 200, permanece sub judice. Um dos fatores que levou Almir a judicializar o processo eleitoral, dentre outras possíveis irregularidades, foi a distribuição, por parte da OAB-PE, de 2.900 bolsas gratuitas de pós-graduação, na semana da eleição, para advogados recém inscritos na entidade.
Outro ponto destacado por Almir Reis durante sua participação no programa Jota Silva é a falta de transparência na prestação de contas da OAB-PE. A entidade movimenta um orçamento de cerca de R$ 100 milhões ao longo de cada três anos, ressaltou. No entanto, as despesas não são apontadas com clareza.
Reis também alfinetou a forma como se deu a criação da subseção da OAB/Gravatá. Ele vê como ilegítima a nomeação do advogado Luciano Félix para a presidência. Reis explicou que Félix foi nomeado ao cargo como uma espécie de intervenção, sem eleição. Ele também alegou que tal conduta da OAB-PE se deu por questões políticas considerando que, no último pleito eleitoral, cerca de 80% dos votos dos advogados de Gravatá foram atribuídos à sua candidatura. A criação da seccional nos moldes atuais seria uma forma de enfraquecê-lo, bem como atingir a liderança da OAB de Vitória de Santo Antão, presidida pelo advogado washington Amorim, onde Reis também recebeu maioria dos votos.
Ao definir o formato de nomeação da OAB/Gravatá como ditatorial, Reis lançou um desafio ao se referir a Luciano Félix: “vamos ver se ele vai ter voto, se ele vir a disputar”.
Veja trecho da entrevista:









