Ismael Alves – Um dos assuntos mais falados no meio político pernambucano nessa quinta-feira (01) foi o áudio vazado do deputado estadual Alvaro Porto (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Nele, o parlamentar comenta com outro deputado que a governadora Raquel Lyra (PSDB), presente na abertura dos trabalhos legislativos da Alepe, “conversou muita merda [durante o seu discurso] e não disse nada”. Eles não sabiam que a conversa estaria sendo captada e transmitida em live.
Obviamente, a afirmativa causou grande repercussão, afinal, trata-se de um presidente de um Poder se referindo à fala de uma chefe de outro. Raquel Lyra, por sua vez, utilizou as redes sociais para condenar a fala do deputado e até dizer que foi vítima de violência politica por ser mulher. Convenhamos, também não e por aí.
É evidente que o comentário foi infeliz, bem como a circunstância inapropriada, se e que existe ambiente ideal para tal comentário. Contudo, não podemos confundir alhos com bugalhos.
A fala de Porto não tratou Raquel como ‘excremento’, mas classificou dessa forma o discurso da mandatária. Uma coisa é totalmente diferente da outra. A expressão manifestou discordância da forma mais coloquial e popular possível.
Quem, em sua sã consciência, não classificaria da mesma forma um discurso que destoa completamente da realidade, que tenta empurrar de goela abaixo um Pernambuco onde tudo é mil maravilhas, quando na verdade o estado tem caminhando para trás?
Pernambuco vivencia uma crise em vários setores, incluindo saúde, segurança pública e outros. Álvaro pode ter sido incoveniente, se bem que sua intenção nunca foi expor Raquel, afinal, os comentários foram feitos ao pé do ouvido, sem que soubessem que estariam sendo transmitidos ao público. Além do mais, deselegante ou não, precisamos admitir a sensatez de uma velha máxima que diz: é melhor uma amarga verdade do que uma doce mentira”.












