Ismael Alves – Na madrugada de 14 de fevereiro deste ano houve a primeira fuga já registrada no Brasil em presídio de segurança máxima, que fica sob o domínio do Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Cidadania.
Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, ambos pertencentes à facção criminosa Comando Vermelho (CV), empreenderam em fuga da unidade prisional federal e até hoje não foram localizados, mesmo com todo o aparato de polícias especializadas incluindo a força nacional, cães farejadores e drones equipados com tecnologia de ponta, tais como sensores de localização por infravermelho e alta capacidade de visão noturna. Nada disso foi capaz, até agora, de localizar os fugitivos.
Mas antes da fuga de Mossoró há outros fatos intrigantes na linha do tempo que precisam ser levados em conta e juntados a esse cabuloso quebra-cabeça.
Em março do ano passado o então ministro da Justiça no governo Lula (PT), Flávio Dino, agora ministro do STF por indicação do petista, foi flagrado em visita suspeita à favela da Holanda, área do Rio de Janeiro que é controlada pelo Comando Vermelho. Um ministro só consegue entrar em favelas cariocas controladas pelo poder paralelo apenas sob proteção de forte operação com inúmeros policiais, o que não foi o caso de Dino, que foi fotografado com escolta mínima.
Foi também naquele mesmo mês que Luciene Farias, a ‘Dama do tráfico’ do Amazonas, que é casada com o criminoso ‘Tio Patinhas’, chefe do Comando Vermelho no estado, teve sua primeira agenda ministerial em Brasília. Já em novembro do mesmo ano ela participou de um novo encontro oficial, desta vez para integrar um evento no Ministério dos Direitos Humanos em defesa de melhores condições para os detentos do sistema prisional brasileiro.
Assim como a primeira viagem do Amazonas à capital do Brasil, em março de 2023, o retorno de Luciene no mês de novembro também foi custeado pelo governo federal, por meio do Ministério dos Direitos Humanos. Nas duas agendas em Brasília ela se reuniu com dois secretários do então ministério de Dino (Justiça) e com uma coordenadora do ministério dos Direitos Humanos.
A fuga dos presos do CV ocorreram após os fatos já narrados: visita de Dino com escolta mínima à favela controlada pela respectiva facção no Rio e duas agendas da esposa do líder do CV no Amazonas que, em Brasília, se queixou do tratamento atribuído aos presos. Os fugitivos continuam desaparecidos. Pura coincidência…












