Correio Braziliense – O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, por unanimidade, a instauração de uma apuração sobre os gastos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), o chamado cartão corporativo. O pedido foi feito pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara, depois de requerimento do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO).
Quem ficará responsável pela fiscalização dos gastos compreendidos entre agosto e outubro do ano passado será a Unidade de Auditoria Especializada em Governança e Inovação, vinculada ao TCU. A atuação do Banco do Brasil também será analisada, pois a instituição foi responsável por operar as transações.
Nos levantamentos que fez, o deputado constatou que os gastos do cartão corporativo tiveram aumento de 108% durante o período eleitoral. Até 8 de novembro do ano passado, os desembolsos da Presidência chegaram a R$ 22.751.636,53. Entre agosto e outubro, os gastos somaram R$ 9.188.642,20, o que equivale a R$ 3.062.880,73 por mês. Esse montante representa um aumento de 108% se comparado à média mensal de gastos em 2021, de R$ 1.574.509,64.
“Os valores são absurdos. Enquanto temos 33 milhões de brasileiros passando fome, Bolsonaro torra milhões com cartão corporativo, pago com dinheiro público, mantendo os gastos sob sigilo”, disse Elias Vaz, na época em que apresentou os dados à CFFC. “É preciso passar um pente fino sobre esses gastos. A auditoria é fundamental para detectar se houve abuso no período eleitoral com recursos públicos”, salientou.












