Ismael Alves – O ex-governador Paulo Câmara já sente na pele os efeitos da síndrome da rejeição pós-mandato. Há menos de um mês fora do Palácio do Campo das Princesas, Câmara, que governou o estado de Pernambuco durante um período de oito anos consecutivos, parece feder vivo.
Depois de apoiar o presidente Lula (PT) nas eleições de 2022, além de ter seu nome cogitado para assumir um ministério no governo petista, Paulo Câmara ficou a ver navios e não conseguiu emplacar uma posição no primeiro escalão do governo federal.
A frustração tornou-se mais um peso nas costas do político, somando-se ao fardo de ter sido apontado em pesquisas como o pior governador da história de Pernambuco. O desgaste de Paulo Câmara atingiu um nível tão crítico que sua imagem não apareceu sequer no material publicitário da campanha eleitoral de Danilo Cabral (PSB), seu candidato ao governo, derrotado no 1° turno das eleições 2022.
Já no 2° turno, depois de ter declarado apoio à candidatura de Marília Arraes (SD), Câmara se viu numa situação constrangedora, protagonizada pela pŕopria Marília. Por reiteradas vezes durante participações em debates na TV, ela renegou o apoio do então governador.
O novo episódio envolvendo Paulo Câmara é o seu pedido de desfiliação do PSB. O ex-mandatário do Executivo estadual teria comunicado seu desligamento da sigla na última quinta-feira, 26, quando apresentou sua carta desfiliação da sigla. A informação foi divulgada com exclusividade pela Coluna do Estadão, assinada pela jornalista Mariana Carneiro.
Fora do ninho socialista e sem ministério no governo Lula, Paulo Câmara se recolheu ao ostracismo e retornou às suas funções no Tribunal de Contas do Estado, onde exerce efetivamente o cargo de auditor fiscal.












