Ismael Alves – Já não é novidade a adesão do governador Paulo Câmara (PSB) à campanha de Marília Arraes (SD), candidata ao governo de Pernambuco. Assim como o prefeito do Recife, João Campos (PSB), Câmara era adversário de Marília até o final da semana passada, ocasião na qual ele e o prefeito se uniram ao palanque de Marília. O ato é uma das últimas cartadas da candidata na tentativa de galgar êxito na disputa contra Raquel Lyra (PSDB), líder nas intenções de voto.
Contudo, a campanha de Marília tem evitado expor os novos apoiadores. A razão é simples: Paulo Câmara amarga uma rejeição maior que a de Bolsonaro (PL) em Pernambuco. Sua reprovação culminou na derrota de Danilo Cabral (PSB), então candidato da Frente Popular, ainda no 1° turno. Nem Lula (PT), detentor de uma liderança incontestável no estado, foi capaz de transferir votos para Danilo.
Já sobre João Campos, que é primo de Marília, a forma como se comportaram nos últimos anos, principalmente após as eleições 2020, no Recife, quando disputaram a prefeitura em campos opostos, criou uma situação indigesta para a composição. Parte considerável do eleitor do gestor, assim como parte do eleitorado de Marília, ainda não conseguiu aceitar de bom grado tal união.
Porém, o que estranha mesmo é a quase nenhuma exposição de Sebastião Oliveira (Avante), candidato a vice-governador na chapa de Marília. Basta olhar a rede social da candidata para perceber a ausência quase total da imagem do candidato. Os vídeos mais recentes produzidos pela campanha de Marília, sequer citam o vice nas narrações. Seu nome aparece apenas em letreiros, fator que é obrigatório. Seria pelo fato de Sebastião ter sido secretário de Transportes de Paulo Câmara?













