Ismael Alves
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A criação de uma comissão especial para acompanhar e fiscalizar a volta às aulas presenciais na rede municipal de ensino, proposta pela vereadora Liana Cirne (PT), provocou um embate entre a oposição e a base do governo na Câmara Municipal do Recife. O requerimento uniu as bancadas de oposição, à direita, e as bancadas independentes, à esquerda, na defesa da proposta.
Com maioria na Casa, a base governista barrou a criação da comissão, com 20 votos contrários, enquanto a aprovação do requerimento contou com 11 votos favoráveis.
Para a vereadora Liana Cirne, a não criação da comissão passa uma mensagem negativa para a sociedade. “A mensagem que fica é que o governo municipal não tem interesse numa fiscalização independente e suprapartidária. É a mensagem de que a própria Prefeitura está insegura em relação às condições sanitárias e de infraestrutura das escolas públicas. Estamos passando a mensagem que nós estamos deixando as trabalhadoras e trabalhadores da educação voltar para sala de aula, mas nós não vamos em que condições eles estão trabalhando”, avaliou.
O principal argumento dos governistas para barrar a criação da comissão foi a existência de uma comissão permanente com esse objetivo (Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esportes), argumento questionado pela parlamentar petista.
Para Liana, não há conflito de competências entre a comissão especial e a comissão permanente de Educação. “A Comissão de educação não é apenas de educação, é também de cultura, turismo e esportes. Essa comissão, com integrantes das bancadas independentes, do governo e da oposição, teria o papel específico de acompanhar o retorno às aulas presenciais e contribuiria tanto para fortalecer a comissão permanente de educação, como contribuir com a Prefeitura do Recife para o retorno seguro às aulas presenciais”, destacou.













